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Sabado, 15 de Junho de 2024
Brasileiro lembra concorrência no ataque da Seleção e comenta seca de brasileiros !

Alemão

Brasileiro lembra concorrência no ataque da Seleção e comenta seca de brasileiros !

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Muniche 20-10-2021 

Até março de 2018, o posto de maior artilheiro estrangeiro na história do Bayern de Munique pertencia a um brasileiro. Apesar de ter sido superado pelo polonês Robert Lewandowski, o ex-atacante Élber Giovane de Souza permanece como ídolo no clube alemão e é lembrado como um dos grandes jogadores que não tiveram a oportunidade de defender a seleção brasileira numa Copa do Mundo.

Além de ter sido convocado para a sub-20, ele marcou sete gols em 15 jogos com a Seleção principal entre 1998 e 2001. Uma lesão no ombro atrapalhou os planos de estar no grupo da Copa de 1998, na França. E apesar de ter sido frequentemente convocado por Felipão na preparação para o Mundial de 2002, encontrou dificuldades de liberação por parte do Bayern de Munique.

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 "Quem não queria jogar ao lado de Romário na Seleção? Eu tive esse prazer. Com Ronaldo, Ronaldinho, Edmundo, Bebeto. Se eu falar que tive azar na carreira, vou estar mentindo. É claro que eu poderia ter tido mais espaço, mas só de estar entre os 21 melhores do Brasil já foi um grande mérito. Sair de Londrina, no interior do Paraná, já foi uma vitória", lembra Élber. Élber lembra concorrência no ataque da Seleção nos anos 90 e comenta seca de 9 brasileiros na Europa  Dono de 13 títulos pelo Bayern de Munique e terceiro maior artilheiro estrangeiro na história da Bundesliga, ex-centroavante perdeu chance de disputar a Copa do Mundo de 1998 

Especialista na função de centroavante, o atual dirigente de relações institucionais do Bayern sente falta do protagonismo de atacantes brasileiros na Europa. De acordo com ele, as mudanças na forma de se jogar futebol têm interferido diretamente na baixa "exportação" de camisas 9 para o velho continente.

 

"A gente vê o reflexo da falta de camisa 9 na Seleção. Na Alemanha, não tem um camisa 9 brasileiro disputando artilharia. Antigamente, você tinha dois ou três brasileiros. Na Alemanha não tem, na Espanha não tem, na Inglaterra não tem um brasileiro disputando. E isso passa para a seleção brasileira."

 

- Mas hoje, os treinadores abrem mão desse centroavante. Eu acho muito bom quando tem aquele cara dentro da área, que você sempre espera algo. Infelizmente, mudou a forma tática do jogo e perdemos esse tipo de jogador, acrescentou Élber.

 
 

Após surgir no Londrina e acumular passagens por Milan-ITA e Stuttgart-ALE, ele ajudou diretamente no ressurgimento do Bayern no cenário europeu. Foram 193 gols e 57 assistências nos 266 jogos disputados pelo time alemão, entre 1997 e 2003. Ao todo, conquistou 13 títulos - entre eles, o da Liga dos Campeões da temporada 2000-2001.

 

Na história do Campeonato Alemão, Élber só fica atrás de Claudio Pizarro e Lewandowski como maiores goleadores nascidos em outro país. O top-5 da lista ainda conta com outro brasileiro: o atacante Aílton, que atuou em clubes como Werder Bremen, Schalke 04 e Hamburgo.

- Desde que parei de jogar, sempre falo para o pessoal do Bayern do Munique que se eles não tiverem um brasileiro, é difícil ganhar a Liga dos Campeões. O jogador brasileiro não só é bom dentro de campo, como fora também. Quem passou, marcou sua história: Zé Roberto, Lúcio, Rafinha e o próprio Coutinho agora, que não estava no seu melhor momento mas ajudou o Bayern a conquistar a Liga (em 2020).

FONTE/CRÉDITOS: Redação da Foot Brazilian World
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